O acidente nuclear de Chernobyl vai completar 21 anos no próximo dia 26 de abril. Foi em 1986 que a usina nuclear, localizada na Ucrânia, apresentou ao mundo os perigos da energia nuclear.







O fotógrafo Paul Fusco da Magnum esteve lá recentemente e fez algumas fotografias chocantes da vida das crianças que nasceram vítimas da radiação. As fotos foram juntadas em um vídeo narrado pelo próprio fotógrafo. Eu traduzi alí embaixo o texto da narrativa e reproduzi algumas fotos alí em cima. Mas recomendo que quem tiver alguns minutos para assistir o vídeo assista.
O que aconteceu em Chernobyl não deve ser esquecido. A energia nuclear pode ter alguns benefícios em relação a geração de energia tradicional, mas os danos em caso de acidente são milhares de vezes pior.
O texto abaixo serve de narrativa (pelo próprio Paul Fusco) para esse vídeo. O vídeo lá de baixo mostra algumas das fotos do vídeo original, mas com narração diferente. Acho que os dois podem ser vistos sem problema algum pois eles se complementam. Serão 5 minutos de nossas vidas em que poderemos ter uma pequena idéia dos riscos da energia nuclear.
“Algum cara cometeu um erro. Apertou o botão errado na hora errada. E em 20 segundos não era mais possível pará-lo.
Milhares e milhares de toneladas de material radioativo foram expelidos no ar, apanhados em uma enorme tempestade e começaram a mover-se através do país.
Setenta por cento desse material radioativo caiu na Bielorrússia. O reator não era deles.
As primeiras pessoas a aparecerem foram duas companhias de bombeiros.
Fusco, citando o sobrevivente Ivan Shavre: “Eu acordei em um hospital em Moscow. De início nós gracejamos sobre a radiação. Então nós ouvimos que um camarada começou a sangrar pelo nariz e pela boca. E seu corpo ficou preto. E morreu.”
Onde quer que exista radiação, as pessoas vivem com ela. Comem-na em seu alimento. Bebem-na em sua água.
Os garotos em Novinki que tem problemas, são diagnosticados e categorizados… A, B, C, D.
D, é sem esperança, eles nunca vão ser seres humanos reais. Nunca vão ter muito. Todos vão a Novinki.
E, uma vez que estejam lá, se sobreviverem e viverem, serão enviados ao asilo principal.
Era como se uma raça diferente estivesse sendo criada, pois eles parecem humanos, mas todos obviamente tinham problemas.
Alesya era uma menina quando foi diagnosticada com câncer. Tinha sido exposta à radiação quando era muito pequena, com mais ou menos 2 anos, quando começou a correr para brincar.
E nesse dia a chuva era escura e oleosa e ficou conhecida como a chuva negra de Chernobyl. Nove anos depois ela estava com leucemia.
Eu me encontrei com ela no hospital quando ela tinha dezesseis. Esta garota de dezesseis anos era muito bonita. Eu voltei no dia seguinte e Alesya estava em coma. E seus pais estavam devastados. Era um dia terrível para se ver uma mãe perder sua filha.
Antes de começar a tirar fotografias eu perguntei se não tinha problema. E sua resposta foi, “sim, nós queremos que todos saibam o que eles fizeram”.
O horror que foi aquilo, nós não podemos nem mesmo ousar pensar que possa acontecer novamente.
Todos dizem que nunca acontecerá. Pois é, nós sempre falamos isso, nunca acontecerá, mas tudo que nós humanos fazemos quebra. Tudo quebra. Tudo se desgasta.”
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pois eh… agnt vive nossa vidinha enquanto outros sobrevivem a deles =/
fico imaginando se explodir a usina de angra dos reis, o disastre que seria
É impressionante o que os seres que se dizem humanos são capazes de fazer a si e aos seus herdeiros genéticos, já que o Césio tem vida útil de 70 anos. Hoje estamos colhendo oque nossos pais plantaram, o que nossos filhos colherão?
como essas crianças devem sofrer de dor… talvés elas nem pense em diversão… e o quanto a gente reclama da vida… reclamamos porque não temos dinheiro para ir numa festinha, ou num shou… devemos ter vergonha e agradecer a Deus por sermos saldaveis, e tentar ajudar a quem precisa…eu acho que isso e mais que nossa obrigação.
Não sou a favor da construção da Angra dos Reis 3! O povo brasileiro precisa desses exemplos. Há uma parcela de nossos cidadãos que não têm conhecimento deste terrível desastre! E ainda existem os danos ambientais numa tragédia dessas!Sabemos que na região ucraniana próxima de Chernobyl não há resquicio de vegetação!
Precisamos nos conscientizar…a região oriental da ex. URSS é pobre, a população sofre…eles precisam ser lembrados…
Oi Dudu, parabéns pelo seu blog…vou visitá-lo sempre…
Nao deixe de atualizá-lo..
Um abraço
Olá Tomaselli, bom dia!
Assisti ao vídeo de Paul Fusco, depois sua edição mais custa, ficou excelente.
Estamos com uma campanha de um projeto de lei de iniciativa popular contra a expansão do Parque de energia nuclear no Brasil.
Gostariamos de poder compartilhar no seu site um artigo nosso.
Posso enviar também nossa logomarca, para que anexe na publicação.
Atenciosamente,
Haroldo Mota
Energia limpa, mobilização vital!
Por Haroldo Mota*
A crise climática mundial apresenta grandes desafios para todos e requer um processo de mudança de hábitos pessoais e culturais. A necessidade de integrar conhecimentos para as políticas públicas em suprir a crescente demanda energética, será uma constante necessidade mundial, pela utilização de matrizes de tecnologias limpas.
Energia Nuclear, Não! é um projeto de mobilização de educação e conscientização ambiental, da Ong Baobá, em parceria com outras entidades e empresas, vem promover a discussão e diálogos com vários atores da sociedade no investimento e desenvolvimento de estratégias públicas, na geração de tecnologia de fonte de energia limpa e segura para nossa biodiversidade e sociedade.
Visando sensibilizar o cidadão para sua parcela de co-responsabilidade frente aos desafios da manutenção de um ambiente sustentável entre as pessoas e desta com a Natureza.
O nosso país precisa de energia motriz para alavancar seu crescimento econômico. Reativar o programa da matriz energética nuclear brasileira, tendo como uma das condições, na emissão zero de CO2, e desprezar os graves riscos de segurança gerado pela mesma.
Lanço mão, de um trecho da reportagem do físico José Goldemberg, publicado pela revista época em 30 de junho de 2008: “Os países que adotaram a energia nuclear em grande escala são França, Japão, Coréia do Sul e Taiwan. No caso da França, a adoção foi para buscar a autonomia energética, o que a torna hoje o país da União Européia menos dependente do gás natural da Rússia. A segunda razão foi a inexistência de outras opções. O Japão não tem recursos hídricos nem petróleo. O pico na construção de usinas no mundo foi entre os anos 1960 e 1970. As empresas que produziam reatores começaram a pressionar os paises em desenvolvimento a fazer usinas. Ai aconteceram os acidentes nas usinas em Three MileIsland (1979) na Pensilvânia e Chernobil ( 1986) na Ucrânia.
A construção de usinas nos países ricos parou. Nos Estados Unidos, não se inaugura um reator hà 30 anos. Muitas empresas fecharam. A Siemens fechou sua divisão nuclear. A General Electric saiu do ramo. Sobrou apenas uma empresa, a francesa Areva, que absorveu todas as outras.”
O Brasil, dispõe de imensas fontes seguras e renováveis de energias. Você pode participar, votando a favor da vida! A política de investimentos na matriz energética brasileira em tecnologias limpas, depende da sua ajuda e da sua mobilização. Para que possamos garantir um relacionamento de vida com o nosso planeta.
Acesse nosso site http://www.energianuclearnao.org.br, e participe da nossa campanha pelo projeto de lei de iniciativa popular contra a reativação do programa nuclear brasileiro.
* É administrador de empresa, fundador e presidente da Ong Baobá (haroldomota@terra.com.br)
olha ! e muito triste que aconteceu e o que acontece por la …não tenho nem palavras pra descrever o que eu vi e senti ao ver estas fotos ……crianças inocentes que pagam mais uma vez pelos erros dos ditos adultos …..
É incrível como certas pessoas acham que estão bastante mal porque tem uma simples cicatriz na cara ou porque se acham um pouco gordas ou porque não gostam do seu cabelo ou por mais coisas que muitas vezes não são tao graves como as demonstram…
Acho que este blog me faz pensar em como não devemos pensar só em nés, mas devemos pensar também nas pessoas que estão pior e de alguma forma devemos ajudá-las.
Força crianças de Chernobyl
Eu sou italiano e foi embora da Itália em 1998 por culpa do desastre de Chernobyl, até hoje tenho dificuldade em me recuperar financeiramente.