Dudu Tomaselli

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Bob Dylan - Chronicles Volume One

Publicado em | 6 Junho 2006 |

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Somente nas páginas finais do livro Chronicles Volume One, a autobiografia de Bob Dylan, é que se encontra o caminho principal das influências que transformaram o jovem amante de folk no cantor e compositor venerado por gerações. Na página 288 Dylan parece fechar propositadamente o círculo do livro. Não é por acaso que ele passa todo o livro saltando no tempo, contando com uma riqueza fantástica de detalhes, percursos da adolescência, a saída de casa, a chegada em Nova York, os tempos em Minneapolis e a gravação do disco Oh Mercy de 1989. Sem datar os acontecimentos, é necessário conhecer a carreira do cantor ou recorrer aos acontecimentos históricos citados na corrida, para poder ter uma idéia da época em que os fatos estão se passando.

Os 5 capítulos do livro não possuem uma ordem cronológica. Dylan vai e volta no tempo como se a ordem dos acontecimentos não tivesse a menor importância. E parecem não ter mesmo.

Até que no final do último capítulo ele descreve as experiências (e como ele chegou a elas) que iriam definitivamente culminar em Bob Dylan: Woody Guthrie, apresentado pelos discos do irmão de uma amiga em Minneapolis; as canções de Bertolt Brecht e Kurt Weill (a música Pirate Jenny) e os textos de Arthur Rimbaud, com uma namorada em Nova York; e, por último, Robert Johnson, através de um disco inédito e sem capa final, presente de John Hammond no momento da assinatura do 1º contrato com a Columbia Records.

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