
Sim, eu sou um resistente. Consegui ficar 3 horas no cinema para assistir Impérios dos Sonhos (Inland Empire) até o final. Só o que não resistiu foi a minha crença na genialidade do David Lynch – que já andava sobrevivendo nos descontos nos últimos filmes.
Faz um ano que escrevi um texto sobre Inland Empire – agora concordo com o comentário que o Noronha deixou lá – e nesses últimos meses fiquei na esperança de que iria assistir a um bom filme, no mínimo, e que o que iria me incomodar mais seria a dificuldade em ligar os pontos da trama.
Mas que nada, o roteiro até faz sentido. O que não faz sentido é a chatice do filme e a interminável escuridão. Acho que é legal uma certa dose de preocupação com a preservação dos recursos naturais do planeta, mas será que não dava para ter economizado um pouco menos de energia elétrica e ter feito um filme um pouco mais claro?
E porque será que a trilha sonora do filme tem tantas músicas se na maior parte do tempo o som que se ouve é o som do silêncio?
Nada se salva? Não, na verdade tem várias coisas que prestam e uma delas é a parte em que rola a música do Beck. Sem contar que as dancinhas das prostitutas amigas da Laura Dern são perfeitas.
O filme começou com a impressionante quantidade de 19 pessoas no cinema. Um casal saiu da sala antes dos 10 primeiros minutos de filme e outras pessoas saíram antes que acabasse o teste de paciência do David Lynch. Ou seja, sou quase um sobrevivente.
Para terminar a Academia de Tênis – onde assisti o filme – colaborou para piorar ainda mais a experiência. O som tava tão baixo que parecia que estava desligado. Depois de alguns minutos em que fiquei tentando inutilmente forçar o ouvido para capturar o som do filme, comecei a pensar que finalmente todos os anos de música alta estavam produzindo efeito e que a surdez estava se aproximando. Mas bastaram alguns segundos de atenção para perceber que o problema não era comigo: eu conseguia ouvir o barulho da água descendo pela garganta do cara que estava duas fileiras na frente e também ouvia uma mulher mascando algum chiclete umas doze fileiras pra frente. Isso sem contar o barulho do ar condicionado que não parou um segundo. Ou seja: será que o preço do ingresso não dá direito a ouvir o – pouco – som do filme com o volume alto?



toda transa é diferente…não podemos formatar filmes conceitos nen roteiros a risca…tipo engomadinho ..a expressão visual livre se faz mister para fisgar peixes maiores….um erudito é formado tanto em uma casa com bons e muitos livros …quanto em uma fazenda silenciosa e…tediante.
Eu estava certo, David Lynch fica cada vez mais intragável com o tempo. Bom mesmo era Twin Peaks, lembra?
KKKKK! Tu gostou daquelas dancinhas????
Não acredito…
Se o filme fosse reduzido a uma hora, até que ficaria legal.
Aquela enrolação matou. O David Lynch já foi melhor, muuuito melhor.
E realmente a falta de som prejudicou bastante. Acho q foi por isso q eu dormi…