H1N1 – Finalmente não somos mais uns pobres excluídos

abelha

Não tem jeito: em toda e qualquer ação global nós ficamos por último. Sempre. Acha que não? Então pensa comigo:

  • As bandas que valem alguma coisa só vem tocar aqui quando não tem mais pra onde ir.
  • A indústria automobilística só lança no Brasil os modelos que o resto do mundo manda pra sucata.
  • Os remédios que o mundo não quer mais a indústria farmacêutica dá um jeito de colocar pra vender aqui.
  • Os celulares que estão sendo lançados na Coréia do Sul na data de hoje começarão a ser vendidos pelas nossas empresas daqui a 2 anos.
  • A indústria de celulose só compra terra pra plantar pinus eliotis no Brasil.
  • Jogadores de futebol em fim de carreira são recebidos como heróis no decadente Campeonato Brasileiro.

A última comprovação dessa teoria saiu hoje: só agora a gripe suína chegou ao Brasil. Depois de muitos e muitos dias. Será que dessa vez a culpa é da burocracia do Ministério da Saúde que não conseguiu fazer com que o nosso país fosse um dos primeiros a identificar um infectado pelo vírus?

Parece até um complô: os doentes só aparecem quando ninguém mais fala na gripe. Não deu nem pra ganhar uma manchete na CNN. A abelha da foto lá de cima (na Praia da Solidão) é uma homenagem a nossa incrível capacidade de sempre conseguir perder uma boa oportunidade de receber uma manchete no noticiário global.

Em tempo: veja como se proteger da gripe suína.

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Uma Resposta para “H1N1 – Finalmente não somos mais uns pobres excluídos”

  1. 07/05/2009 em 23:16 #

    Fantásticas as colocações. Já tinha pensado em todas, menos a do Pinus Eliotis, apesar de morar no Paraná!!!

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