
Será que eu perdi alguma coisa ou Third - o tão aguardado novo disco do Portishead (dead?) - é uma porcaria? Fui só eu que fiquei com essa impressão?
Esses 9 anos desde o último disco aumentaram bastante a esperança de que uma obra genial pudesse nascer, mas não é bem assim. Tudo bem, talvez depois de ouvir mais algumas vezes eu consiga descobrir coisas melhores além das que não percebi na 1ª audição.
E o que é aquele começo (e o fim?) da música Silence com uma voz falando uma frase em português? Alguém sabe me dizer quem é?
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Fiquei com a mesma impressão, ouvi uma vez e já deu uma decepção total. Só não sei se eu ouiv-lo de novo e mais vezes, o resultado será diferente.
10 anos de espera é muita coisa pra você ouvir uma porcaria dessas.
Mar 13th, 2008
sem fazer a parte do fã chato…
realmente os álbuns são totalmente diferentes…
mas não é possível que pelo menos uma não se salve…
achei a análise tão rasa quanto a sua impressão do third
Mar 21st, 2008
Wallace
De que análise tu tá falando?
Mar 21st, 2008
Enquanto a midia especializada e os fãs de 1º mundo exaltam esse álbum, alguns ouvem o material e FELIZMENTE acham ele uma porcaria! Fica provado mais uma vez que brasileiro nasceu no lugar certo!!! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk….eita internet da pôrra pra sair zerado!
Mar 26th, 2008
Alexandre
O teu comentário deixa bem claro que existem dois tipos de pessoas que ouvem música:
- os que conseguem ouvir um disco e ter uma opinião sobre ele (eu);
- e os que ouvem um disco e precisam sair correndo e ver a opinião dos outros para saber se ele é bom (tu).
Ouço Portishead desde o single Numb (numa época em que tu ainda ouvia Xuxa) e assisti To Kill a Dead Man muito antes que tu pudesse imaginar que existia outra coisa no cinema além dos filmes dos Trapalhões.
abrs
Mar 26th, 2008
“Primeiro estranha-se, depois entranha-se”
Mar 26th, 2008
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Quem te dera meu chapa! Ouvi Numb como vc e assisti aos trapalhões também! Mas nunca achei que alguém que se julgua tão “velho” assim fosse me fazer rir tanto quanto o “velho” Didi!!! Ô da poltrona! E reforço: ainda bem que tu nasceu no Brasil, pois só quem merece, dá a luz! HAWHAW
Mar 27th, 2008
Alexandre
Parabéns por ter nascido em Londres e morar perto da Camden Street.
Mar 27th, 2008
Uma banda dessa qualidade não pode mesmo ficar parada no tempo, valeu demais a espera. Não me decepcionei, pelo contrário, conseguiu me surpreender, o que é difícil acontecer quando se espera muito de algo. Que disco maravilhoso, não se prende mais ao trip-hop e nem a estilo nenhum, tem a essência do Portishead mas também possui uma grande variedade de timbres, texturas sonoras inusitadas e uma riqueza rítmica que é maior do que nos outros dois antecessores. Enfim, há tempos sou fã da banda, e com o Third consegui ficar mais ainda. Parabéns pela ousadia e maturidade musical desta turma de Bristol.
Mar 28th, 2008
Se engana quem faz a percepção da “primeira ouvida” uma verdade absoluta… não dá pra fzer isso, im´possível, esse é um disco de se ouvir várias x… quanto mais ouço mais me hipnotiza… não menosprezo nenhum pouco o Third como alguns aqui… são percepções diferentes, já que o disco é tb diferente… enfim… gosto não se discute! Mas, afirmo que cada ouvida é uma sensação nova.
Mar 28th, 2008
Com certeza, esse disco do portishead vai gerar polêmica… Não dá para carimbar um selo “é bom, compre”, ou “é ruim, esqueça”. Isso é coisa da mídia, que tem pressa demais em classificar tudo. Como ouvintes, fãs ou não da banda, é preciso ter a cabeça aberta e o ouvido atento para o som. Esperar que o portishead soe igual há dez anos atrás é atitude conservadora e passiva. Eu nunca espero o mesmo do mesmo; gosto de ser desafiado em minha sensibilidade musical; espero sempre coisas inusitadas… E isso esse disco (third) conseguiu de imediato; também pensei que a voz em português no início do disco tivesse sido inserido por quem pôs a música no soulseek e fiz novo download. Isso atiçou ainda mais minha curiosidade. Não tenho ainda impressão formada, mas de cara gostei muito de “hunter”, “we carry on” e “small” (complexa e incrível)… Também achei esse disco mais soturno e com maior variedade rítmica. Daqui há algum tempo, devo considerá-lo uma obra-prima (coisa muito difícil neste ínício do séc. xxi, onde tudo parece já ter sido criado e é constantemente recriado/clonado/simulado), assim como os últimos discos do radiohead - que tb. criam tanta controvérsia…
Abr 2nd, 2008
É o Kid A do Portishead… ame ou odeie, mas ouça
Abr 14th, 2008
Sinceramente, não gostei. Quase entrei em depressão profunda depois de escutar o novo trabalho, muito inferior aos anteriores… aliás, eu fui a correr pegar no Roseland Nyc de novo só para fazer esquecer esse. Chamam ao Thid “experimental”? Os anteriores, sim, foram experimentais, inovadores, brilhantes… este só veio demonstrar que a banda já tem muito pouco para experimentar, infelizmente. (Esta é a ira de um fã revoltado e super desapontado).
Abr 26th, 2008
Infelizmente, aqui no trabalho não tenho condições de baixar o disco inteiro, há bloqueios. Portanto, parti para ouvir previews de não mais de 1 min de cada faixa. Minha impressão inicial é, devo admitir, muito boa!
Gostei das texturas, gostei do clima, gostei da diversidade de timbres. A voz da Beth me pareceu mais chorosa do que eu costumo gostar, mas esse preview que tive me deu muita vontade de ouvir o resto.
Primeiramente: tudo é questão de gosto (e se não fosse, que maravilha, nada de Arctic Monkeys, Bruno e Marrone, Bonde do Rolê ou qualquer outra merda para a qual sempre aparece alguem para gostar, seja por falta de opções ou por excesso de hype)!
Em segundo lugar, acho que esse é um risco que o Portishead correu ao ficar quase 10 anos sem lançar nada novo. As pessoas continuaram ouvindo outras coisas, mas queriam que a banda seguisse no seu nicho, sendo o que foram em dois albuns. Não se pode esperar que uma década se passe e que músicos sigam querendo fazer o mesmo som. Aliás, se fosse um Dummy 2.0, eu já acho que ficaria mais desapontado.
Considero o Portishead uma dessas bandas/artistas diferenciados, que mesmo que fizessem polka, fariam bem feito, interessante, com sua cara.
(coisa boa essa “The Rip”, estou ouvindo agora)
Seja como for, se eu precisar ouvir mais de uma vez para gostar (se é que precisarei), não terei que fazê-lo muitas vezes.
Parabéns pelo blog/site, cara. Gostei muito, sempre quis fazer um site semelhante mas nunca achei uma forma de juntar de maneira lógica todos os meus gostos e interesses.
[]´s
Mai 6th, 2008
O novo album do Portishead é MARAVILHOSO. Mas certamente não agradou aos coffee-table lovers da era trip-hop. Com influências que vão de This Heat, Harmonia e Silver Apples a Sonic Youth e Glenn Branca, “Third” é surpreendente. “Machine Gun” é um single ultra corajoso. Óbvio que estão fazendo exatamente o que querem, sem preocupações comerciais.
Mai 9th, 2008
Retornando após ter ouvido decentemente o disco: gostei. Talvez eu esperasse mais, sim - também, esperei por muito tempo! - mas acho que segue Portishead, na essência.
Londinium girl, digo mais sobre “Machine Gun”: é uma MÚSICA corajosa por si só, quanto mais single. Foi a que tive mais dificuldade em digerir.
Mai 21st, 2008
Discussões a parte, resta saber se eles (a banda) gostaram do que fizeram.
Só tem craque em termos do Portishead por aqui, uns nasceram e viram o didi (prefiro mussum ao didi), outros nasceram no Brasil e acham bonito, valorizam. Mas se esquecem que não tem rlações estreitas com os músicos e, por isso, não influenciam de modo algum os pensamentos dos mesmos. Não sabem o que pensam, o que se passa nas vidas e toda essas coisas que perfazem o comportamento e atuam na criatividade dos músicos.
Falei isso, que parece ser uma divagação, para poder saber se o que eles fizeram foi de verdade?? Se é verdade, se é o que eles querem, isso é o que interessa. Mal ou bom, não apaga o que eles são ou foram.
O ruim é “jogar esperma no ralo”, é o que está acontecendo por aqui.
Concordo com quem disse que escutando melhor um pouco, soa melhor. É um cd um pouco difícil, pois já tinha uma idéia formulada da banda. Mas não é ruim. Não é o melhor. Mas, por enquanto, é um bom cd. Quem sabe fica pior ou melhor daqui uns 2 meses?!
Mai 24th, 2008
Gabriel A-T - Sim, é um single corajoso obviamente pq a música é corajosa.
Titio - Pelas entrevistas que deram, me parecem bem satisfeitos com “Third”. E o fato de terem gravado um álbum relativamente inacessível só confirma o fato.
Queria ter ido ao Primavera Festival p/ assistí-los
Ao vivo são melhores ainda!
Mai 28th, 2008
Third é o melhor disco do Portishead, o melhor do ano de 2008 (até agora e dificilmente será batido) e Top 10 da década.
O problema é a viuvez das fãs do Dummy, que gostariam que a banda passasem a vida toda repetindo o mesmo disco.
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Jun 1st, 2008
LONDINIUM GIRL, da fato as influências que tu apontaste estão todas lá. Mas há as que tu não apontaste, não sei se por desconhecê-las ou por, talvez, não tê-las percebido.
Silver Apples é a mais evidente delas, “We Carry On” é quase uma versão de “Oscillations”. Mas há também muito de krautrock (em especial do Can) além de White Noise e The USA, formações que, com o Silver Apples, formam a tríade da música eletrônica primitiva (isso lá na década de 60.
Jun 1st, 2008
Reply to “Portishead Third - Que disco é esse?”