Dudu Tomaselli

Opiniões, críticas, meu (mau) humor e um punhado de pensamentos!



Rock

Publicado em | 13 Julho 2008 |

gang of four

Hoje é o dia mundial do rock e o Gilson bolou uma blogagem coletiva para lembrar a data. A idéia é escrever alguma coisa sobre a importância que o rock tem sobre as nossas vidas e eu vou tentar contar em poucas palavras como eu me envolvi com a música.

O começo

Tudo começou quando eu tinha uns 10, 11 anos e um colega de escola me apresentou à coleção de discos do Black Sabbath e Led Zeppelin que o irmão dele tinha em casa. Lembro que foram muitas e muitas tardes ouvindo aquelas bandas que depois demorariam muitos anos a voltarem a ter presença constante entre os meus discos.

Primeiro disco

Quando eu tinha uns 12 anos vi pela primeira vez uma banda tocar ao vivo e lembro que foi a coisa mais marcante que tinha acontecido na minha vida até então. Não só por ver alguém tocando guitarra, baixo e bateria, mas muito por causa da crueza do som e das letras das músicas que eles estavam tocando. Era 1983 ou 84 e a banda em questão era uma banda cover do Camisa de Vênus (sem piadas com a banda cover, por favor).

Poucos dias depois eu comprei meu primeiro disco (disco ?!), uma fita K7 original (sim, isso existia) do primeiro do Camisa de Vênus, que eu devo ter estourando em uns 20 lugares diferentes de tanto ouvir.

A evolução

Mas eu comecei a conhecer música mesmo com o lançamento da revista Bizz em 1985. Comprei a revista desde a 1ª edição e não sei porque motivo sempre fui atrás das bandas novas e não das velhas. Lembro de ter lido na Bizz sobre o Jesus & Mary Chain e My Bloody Valentine vários meses antes de ouvir as bandas.

No começo dos anos 90 tudo ficou muito mais fácil quando fui trabalhar na Sound & Vision de Porto Alegre. A loja do Beto era o ponto de encontro das pessoas que ouviam bandas novas na capital gaúcha. A loja era centrada em cds importados e as assinaturas de jornais e revistas como New Musical Express (NME), Melody Maker, Spin e várias outras (não existia internet na primeira metade dos anos 90) servia de fonte de informações sobre o que estava acontecendo no mundo. Tudo o que era lançado nos Estados Unidos e Inglaterra chegava antes lá.

Músico finalmente

Nessa mesma época eu cantava na Crushers, uma banda de … (coloque alguma expressão aqui). Vou tentar explicar: no nosso primeiro ensaio a idéia era fazer um rock industrial inspirado em algumas das bandas que a gente ouvia na época, como Einstürzende Neubauten e Young Gods. Mas logo a influência de outras sons, como Beastie Boys, Sonic Youth e Butthole Surfers acabou aparecendo mais e no fim o som acabou se transformando em uma espécie de pré-stoner com uma pá de distorções.

Tocador de cds

Passei um bom tempo também como DJ de rock alternativo, sempre lascando rock pelas caixas de som. Cheguei até a abrir um bar para ter onde tocar as pilhas de cds que eu tinha (depois os meus sócios fizeram o bar falir e eu tive que vender muitos dos discos, mas essa é outra história).

Fotógrafo de rock

Depois de ficar sem banda e sem bar pra tocar eu comecei a fotografar shows de rock. Só que eu tinha um defeito (defeito?) grave: se eu não gostava da banda as fotos ficavam uma porcaria. A foto alí de cima é de um show do Gang of Four (que eu gostei muito).

E hoje?

Uma idéia do meu gosto dá pra ver na minha lista dos melhores discos de todos os tempos. Essa semana eu ando ouvindo bastante o novo disco do Stephen Malkmus - Real Emotional Trash, o A Larum do Johnny Flynn, o Rascalize do The Rascals e o Songs In A&E do Spiritualized.

Blogagem coletiva

Os outros blogs que estão participando:

Os blogs abaixo também estão participando mas ainda não escrevem nada. Depois eu atualizado os links.

Leia também:

Comentários

  1. gilson
    14 Julho 2008 @ 9:30 am

    hehe, cara, sempre tive como sonho trabalhar em uma loja de CDs, hehe. Aqui no sertão Paulistano a única loja de CDs que sobreviveu na cidade é justamente voltada exclusivamente para o Rock. As outras sucumbiram ao poder do mp3 baixado “gratuitamente” e aos Camelôs que vendem os Cds “genéricos” a um preço bem mais baixo. Nunca tive paciência para fotografar shows de rock. Sempre quero ficar perto palco pulando, o que não é muito saudável para o equipamento :-)

    Um abraço.

  2. Wallace
    16 Julho 2008 @ 12:18 pm

    Ah meus tempos de banda de rock…

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