Um monstro a menos no mundo
Publicado em | 6 Abril 2008 |

Não ia escrever nada sobre isso, mas não resisti.
Ontem morreu o ator Charlton Heston e nem vou falar mal da carreira dele no cinema. Mas como cidadão ele foi um exemplo de como mentes deturpadas podem fazer mal para uma sociedade.
Defensor ferrenho do direito americano de possuir armas como se fossem utensílios domésticos, o ator era o rosto na frente da National Rifle Association (não sabe quem é? - assista Tiros em Columbine do Michael Moore).
Já foi tarde. Muito tarde.
Ronaldo Caiado
Mas pensando bem existem alguns monstros no Brasil que talvez também pudessem seguir o mesmo caminho. Pensando nisso lembrei do Ronaldo Caiado. Nem lembro exatamente por qual motivo.
Acho engraçado que alguns jornalistas que se passam por blogueiros tenham coragem de escrever coisas como esse texto do Alon: Eu estou fechado com o deputado federal Ronaldo Caiado.
O cara quer ser Presidente da República. Dá pra acreditar?
Fico imaginando quantos dias iriam demorar para que o percentual destinado a reserva legal na Amazônia seja reduzido a 0% e em quanto tempo ele iria legalizar a escravidão no campo.
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Comentários
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7 Abril 2008 @ 8:55 am
Poxa, não conhecia essa faceta maquiavélica do Helston. Gosto tanto de “Ben Hur” e “Os Dez Mandamentos”
.
[]’s!
7 Abril 2008 @ 7:37 pm
CONCORDO!
E o engraçado é q falei exatamente isso qdo me contaram a noticia: “Ja foi tarde!” O interlocutor até se assustou, hihihi.
7 Abril 2008 @ 9:26 pm
Dudu, pela primeira vez vou discordar de voce, pode até criticar esse ator por outros motivos, mas por ser defensor do direito de portar armas não seria o motivo adequado, afinal isso é mais complicado do que aborto ou outros temas mais polêmicos.
O cara é um charlatão de marca maior, distorce qualquer coisa para caber nos seu lixos!
Eu por exemplo sou contra a proibição do porte de armas, por motivos tão grandes que não caberiam nesse comentário. Enfim… considere esse comentário não uma crítica ao ator ser ou deixar de ser um monstro que eu sinceramente não sei se é ou não, mas que simplesmente considerar um defensor ao porte (tem uma grande diferença entre gostar de armas e precisar usá-la) como monstro acho precipitado.
Outra coisa, filmes do Michael Moore? Tenha paciência né seu Dudu!
7 Abril 2008 @ 10:50 pm
Christiano
Te entendo, mas mais ou menos.
Como tu mesmo falou, esse é um assunto tão ou mais polêmico que o aborto e eu concordo.
Acontece que a minha maneira de ver e pensar o mundo não combina de maneira nenhuma com o uso ou a existência de armas de fogo.
Quanto ao Michael Moore, acho que tu tem razão. Só que a maneira que ele aborda os assuntos é sempre com o mesmo ponto de vista que eu tenho. Por isso gosto dele.
7 Abril 2008 @ 10:59 pm
Eu, quando vivia no interior, andava armado, minha familia usa armas, todo mundo tem armas em casa e no sítio, estamos falando de uma terra onde a policia fazia diligência de moto-táxi porque não tinha viatura.
Vejo a presença do estado maior agora, aqui na capital Fortaleza eu não tenho armas e não vejo a necessidade de possuir uma. Concordo que vivemos em uma época que não necessitaríamos mais, mas a realidade ainda é que temos algum resquício de medievalismo no Brasil e no mundo.
Não sou partidário da cultura de cultuar arma na estante da sala e caçar nos finais de semana com os filhos varões, apesar de ter caçado sim quando moleque porque fui criado assim.
Mas como eu falei, varia muito de região para região e de problema para problema, aquele plebiscito por exemplo, matou qualquer tentativa de discussão saudável sobre esse problema no Brasil.
ps. Michael Moore é um fanfarrão
mas gosto que ele exista, ter uma contrabalança é saudável para qualquer democracia, só não o levo muito a sério.
7 Abril 2008 @ 11:20 pm
Christiano
Meus pais moram no interior, onde eu passei alguns dos melhores anos da minha vida e lá só aparecia polícia a cada 2 ou 3 anos. Todo mundo tinha arma em casa. Eu ia caçar sozinho com 10 ou 11 anos com uma espingarda 32 - mas parei faz muito tempo.
A minha questão com gente como os membros da NRA é que a indústria armamentista cria aquele clima de medo que faz com que os americanos pensem que exista a necessidade de se proteger de algo que eles nem sabem o que é.
É arriscado morar numa grande cidade brasileira? É. Mas tu acha que a situação seria melhor se todo mundo tivesse meia dúzia de armas em casa?
8 Abril 2008 @ 1:51 pm
Na verdade Dudu, eu penso que o problema todo é a ganância excessiva de alguns indivíduos. E isso não aparece apenas na questão das armas, aparece no petróleo, carne, bebidas alcoólicas, e por aí vai.
Existem muitos meios para fazer a manipulação das massas - e eu até diria que o que o Michael Moore faz é bem parecido só que com intenções diferentes (?).
Mas também, hesito muito antes de condenar alguém a deixar de existir. Já dizia J.R.R Tolkien através de Gandalf: “Muitos que vivem merecem morrer, mas muitos que morrem merecem viver. Como não temos a capacidade de trazer esses a vida, não sejamos tão ansiosos em condenar outros à morte.”
Um abraço.
8 Abril 2008 @ 11:11 pm
Juliano
É que na hora que eu li a notícia eu pensei como a Vivian: já foi tarde.
Mas realmente, não tem como desejar a morte de alguém.
Resta agradecer quando esse dia chega.