Panfleto que acompanha as garrafas do vinho orgânico tinto seco de mesa Mena-Kaho:
- Este é um vinho diferente!
- Este vinho provém de uvas rastreadas
- É isento de agrotóxicos
- Tem baixa graduação alcoólica
- É um vinho tinto para beber gelado
- É vinho orgânico certificado por: EcoCert Certificado de produtos orgânicos acreditada junto ao Ministério da Agricultura
Aos enófilos
Este Mena Kaho é um vinho seco de mesa, elaborado com uvas americanas da variedade Isabel (vitis lambrusca), com certificação EcoCert garantidora de sua produção orgânica.
A obtenção do certificado deste vinho orgânico envolveu o acompanhamento e fiscalização através de análises laboratoriais pela EcoCert desde o preparo do terreno, em março de 2003, a implantação do vinhedo e a elaboração do vinho, proibida a utilização de agrotóxicos de qualquer espécie.
O ciclo da produção iniciou com a colheita da uva em vinhedo próprio, no dia 26/02/2007. Ao chegar à cantina procedeu-se a seleção (retirada de grãos verdes ou danificados, folhas, etc.) e, em seguida, ocorreu o desengaço (separação dos cachos e bagos) e levadas as uvas ao tanque de fermentação, com temperatura controlada, onde permaneceram por 4 dias. Na seqüencia, ocorreu a separação do bagaço. O mosto resultante foi encaminhado ao tanque de decentação onde permaneceu até 30/04/2007 em fermentação malolática que transformouo açucar natural da uva (frutose) em álcool.
Após, o vinho resultante foi transferido para o tanque de amadurecimento onde permaneceu até 29/11/2007 quando foi engarrafado.
Todo o procedimento enológico e os equipamentos utilizados na produção deste vinho são semelhantes aos empregados na produção dos vinhos finos.
Por isto, este vinho de coloração rubi tem saber de uva, característica que o diferencia dos vinhos de uvas viníferas.
É preciso acostumar-se ao seu paladar diferente, pois transmite acentuada sensação de frescor e juventude, originada da acidez característica das uvas lambruscas.
Embora a grande variedade e qualidade de novas cepas viníferas introduzidas no Brasil, até hoje a colônia italiana muito valoriza o vinho de mesa oriundo das uvas lambruscas, pela baixa graduação alcoólica, o que é um indicativo para sua recomendação. Aliás, estes vinhos até hoje são muito apreciados na região da Emília Romagna – Itália.
Freqüentemente tem-se ouvido críticas aos vinhos de mesa que afirmam tratarem-se de vinhos ácidos, simples e leves, de pouca expressão.
Entretanto, para os descendentes italianos que bebem vinho todos os dias, já a partir da refeição matinal, as características “simples e leve” não são defeito, mas virtudes que permitem degustar um vinho com o sabor das uvas, leve pela sua baixa graduação e simples, desprovido da densidade dos vinhos viníferas, de teor alcoólico mais elevado.
A graduação alcoólica de 10% provém de uvas que atingiram 16,5° babo de açúcar. Portanto, é impróprio comparar os vinhos de mesa com os viníferas, pois são diferentes assim como o manjericão e o alecrim. Os vinhos de mesa jamais serão “redondos” como os viníferas e este jamais serão leves como aqueles.
Tudo é uma questão de paladar e gosto.
A utilização de moderna tecnologia enológica e o uso de equipamentos adequados “tanques de aço inox) reduziram sensivelmente o nível de acidez que não agradava aos seus críticos.
Sem ser suave, este vinho de mese tem o leve e agradável frescor de uvas maduras, vivacidade que sugere seja consumido gelado assim como sucede com os brancos e espumantes.
Vinícula Mena-Kaho Ltda.
Bento Gonçalves – Serra Gaúcha (RS)


